“Não acho que está no seio da Constituição o desrespeito dela própria”, afirma José Eduardo Cardozo, em congresso, no Maranhão

Convidado para participar de congresso sobre os 30 anos de Constituição brasileira, na Assembleia Legislativa do Maranhão, o jurista e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, começou sua fala afirmando que é preciso, antes de falar da Carta Magna, entender o cenário em que ela foi instituída.

“Quando falamos da Constituição de 88, corremos o risco de olhar a árvore e perder a dimensão da floresta. Queria começar pela floresta. Ela é fruto de um momento histórico. É fruto de uma conjugação de fatores que são antecedentes históricos a ela: nacionais e mundiais”, salientou José Eduardo Cardozo, que tem sido, ao longo de sua trajetória, um dos maiores defensores da democracia brasileira.

Ao falar sobre o que se espera do futuro, no que diz respeito às garantias da Constituição de 1988, ele disse: “Espero poder voltar daqui a 20 anos e dizer que minha angústia, que teme o fim do Estado de Direito, não era verdadeira. Não sei se haverá, no futuro, encontro como esses: em que posso dizer com liberdade isso que estou dizendo”.

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